Como bloquear sites no Chrome — 4 formas
Existem quatro formas de bloquear um site no Chrome. Elas não são intercambiáveis: uma é reversível em dois cliques, outra pede senha de administrador, e uma delas nem sequer é do Chrome. Este guia mostra as quatro, com o custo de cada uma, para você escolher uma vez e parar de procurar.
Resumo, se você tem pressa
| Forma | Onde funciona | Quanto custa desfazer | Para quem é |
|---|---|---|---|
| Extensão | só no Chrome | segundos | quase todo mundo |
| Arquivo hosts | todos os navegadores da máquina | minutos, com senha | quem quer atrito real |
| Política empresarial | todos os perfis do Chrome | minutos, com senha | máquina de trabalho ou de estudo |
| DNS filtrado | todos os aparelhos da rede | minutos | casa inteira, família |
1. Extensão do Chrome
É a forma mais rápida e a única que entende o conceito de “sessão de foco” — 50 minutos agora, liberado depois.
O bom: instala em um clique, funciona por endereço ou por palavra, e você escolhe quando ligar. O ruim: você mesmo desliga quando quiser. Extensão nenhuma consegue impedir a própria desinstalação, e quem promete isso está mentindo.
Como fazer, em qualquer extensão de bloqueio:
- Instale a extensão pela Chrome Web Store.
- Adicione o endereço do site, sem
https://e semwww— o domínio basta (instagram.comcobrewww.instagram.comem.instagram.com). - Ligue o bloqueio, ou inicie uma sessão de foco por tempo.
- Confira se ela funciona em aba anônima: o Chrome desliga extensões nesse
modo por padrão. Para permitir, vá em
chrome://extensions, abra os detalhes da extensão e ligue “Permitir no modo de navegação anônima”.
A pergunta que vale fazer antes de instalar: essa extensão manda seus endereços para algum servidor? A resposta muda quem sabe o que você acessa. Como verificar isso em trinta segundos está em como saber se uma extensão envia seus dados.
2. Arquivo hosts do sistema
O arquivo hosts manda o nome de um site para um endereço que não existe. Vale
para todos os navegadores da máquina de uma vez, e desfazer exige senha de
administrador — o que é exatamente o atrito que algumas pessoas querem.
No Windows, abra o Bloco de Notas como administrador e edite
C:\Windows\System32\drivers\etc\hosts. No macOS ou Linux, rode
sudo nano /etc/hosts. Em qualquer um dos dois, acrescente uma linha por site:
127.0.0.1 instagram.com
127.0.0.1 www.instagram.com
Depois limpe o cache de DNS: ipconfig /flushdns no Windows,
sudo dscacheutil -flushcache no macOS.
Onde isso falha: o arquivo hosts não entende curinga. instagram.com e
www.instagram.com são duas linhas, e um subdomínio novo passa direto. Ele
também não tem horário: ou está lá, ou não está.
3. Política empresarial do Chrome
O Chrome tem uma política chamada URLBlocklist, feita para empresas e escolas,
que bloqueia endereços em todos os perfis do navegador — e essa é a única forma
que a própria Google documenta para bloquear sites no Chrome. A lista de
políticas está na
documentação oficial do Chrome Enterprise.
Ela aceita curinga, o que resolve o problema do arquivo hosts:
["instagram.com", "*.instagram.com"]
Aplicar exige mexer no registro do Windows ou em um arquivo de configuração no macOS, com senha de administrador. É a opção mais robusta e a menos confortável. Vale para uma máquina de estudo dedicada; é exagero para o notebook do dia a dia.
4. DNS filtrado
Você troca o servidor de DNS do roteador ou do computador por um que recusa categorias inteiras — adulto, apostas, redes sociais. Vale para todos os aparelhos ligados naquela rede, inclusive o celular.
O bom: cobre a casa toda e não depende de navegador. O ruim: não vale fora do Wi-Fi de casa, o bloqueio é por categoria e não por decisão sua, e a lista é de outra pessoa.
Qual escolher
Se o seu problema é abrir o Instagram sem perceber enquanto trabalha, a
extensão resolve — e resolve com o formato certo, que é por sessão. Se o seu
problema é que você desativa a extensão de propósito toda vez, o arquivo hosts
ou a política do Chrome adicionam o atrito que falta. Se o problema é da casa
inteira, é DNS.
A escolha errada é misturar as quatro e não confiar em nenhuma.
Onde o Austral entra
O Austral é a forma 1, com duas diferenças que dá para verificar:
- Ele não faz nenhuma requisição de rede. Sem servidor, sem analytics, sem fonte externa. Você abre o painel de rede do Chrome e confere.
- Sites ilimitados no plano grátis, para sempre. O bloqueador mais popular da categoria libera três — a comparação, com as fontes, está em Austral e BlockSite.
Ele bloqueia pelo endereço, não pelo conteúdo da página: não pede permissão de acesso a sites e não injeta código em página nenhuma.
E ele não impede você de desinstalar. Isso é o objetivo, não uma limitação: a ferramenta existe para ajudar sua intenção, não para prender você.
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